
Brinquedos que usam inteligência artificial para conversar exigem atenção a aspectos que vão além da aparência e da promessa de entretenimento. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda que famílias verifiquem quais dados são coletados, como o sistema responde e se os mecanismos de proteção são adequados à idade.
As orientações constam da Nota de Orientação e Alerta nº 70, de 9 de outubro de 2026. A entidade apresentou o documento em seu site no dia 13, e a Agência Brasil retomou o tema nesta quarta-feira (21). Portanto, o alerta não foi emitido pela primeira vez hoje.
Conversar não transforma a IA em uma pessoa
Microfones, câmeras, conexão à internet e memória de interações podem fazer parte desses produtos. A SBP chama atenção para recursos que simulam amizade ou cuidado e recomenda que a criança compreenda que está interagindo com um sistema automatizado.
O que observar antes de comprar
Segundo a entidade, devem estar claras a indicação etária, a necessidade de supervisão, o destino das informações e a possibilidade de apagá-las. A família também deve avaliar o que a tecnologia acrescenta à brincadeira e o espaço que ocupa na rotina.
A nota não conclui que todo brinquedo conectado provoca dano. Os pediatras diferenciam tipos de tecnologia e destacam que seus efeitos de longo prazo ainda precisam ser estudados. Quando benefícios e proteções não estão claros, orientam priorizar alternativas sem esses recursos.



