
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Nunes Marques, disse à CNN Brasil nesta quarta-feira, 21 de outubro, que uma eventual restrição a grandes canais políticos no WhatsApp deve ser objeto de reflexão depois da eleição, provavelmente para 2028. A declaração não fixa um calendário formal de votação nem aprova uma regra para o próximo pleito.
À jornalista Tainá Falcão, o ministro afirmou ser contrário a alterações de última hora e disse que não pretende convocar reunião para decidir o tema agora. A manifestação atualiza a divergência sobre a minuta discutida internamente pelo tribunal.
O que propõe a minuta
Segundo a Agência Brasil, que informa ter obtido o texto, a proposta prevê restrição a canais político-eleitorais com mais de 200 mil seguidores nas 48 horas anteriores e nas 24 posteriores à votação. Ela não é uma resolução em vigor.
O gabinete do vice-presidente André Mendonça, responsável pela redação, afirmou em nota reproduzida pela CNN que o documento decorre de discussões internas e que sua versão final depende do colegiado. Nunes Marques confirmou ter participado do debate na semana anterior, mas defendeu deixá-lo para depois do pleito.
Duas regras de 48 horas diferentes
O tema não se confunde com a decisão de 15 de outubro que afastou a espera de 48 horas para uso de endereços eletrônicos registrados por campanhas entre os turnos. Aquela mudança, relatada pela CNN, trata do intervalo após o registro; a minuta de agora discute restrição próxima à data da votação.
Atualização de 21/10, ciclo das 16h: acrescentada a declaração de Nunes Marques sobre discussão posterior à eleição, preservados a publicação original e o endereço.



