
A Justiça de São Paulo autorizou o processamento da recuperação judicial do Grupo Casas Bahia e de outras nove empresas ligadas à varejista, segundo reportagens publicadas nesta quarta-feira, 21 de outubro. A decisão abre caminho para a continuidade do procedimento, mas não aprova definitivamente o plano de recuperação.
A 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais deu prazo de 30 dias para complementação de documentos, conforme CNN Brasil/Estadão Conteúdo e Metrópoles. O pedido do grupo foi apresentado em 16 de agosto, com endividamento informado de R$ 17,3 bilhões.
Documentação e proteção contra execuções
A CNN relata pendências em demonstrações de fluxo de caixa, projeções financeiras individualizadas e atualização da lista de credores. Segundo a reportagem, a Justiça considerou possível corrigir as falhas no curso do processo.
O despacho também mantém a suspensão de execuções pelo período de 180 dias contado da tutela concedida em 19 de agosto. Não se trata de um novo prazo de 180 dias iniciado hoje.
Plano ainda depende de outras etapas
O Metrópoles destaca que o deferimento inicial não é a concessão definitiva da recuperação. A análise do plano e a deliberação dos credores são etapas futuras.
O grupo atribuiu suas dificuldades à alta dos juros, à inadimplência e à perda de poder de compra das famílias, segundo as reportagens. Essas explicações são a avaliação da companhia. A íntegra da decisão não foi consultada pelo Poder Central nesta edição.



