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EUA somam 4.410 casos de sarampo; autoridades brasileiras alertam para risco de importação

Balanço do CDC tem corte em 15 de outubro; manter cobertura vacinal e vigilância é a preocupação do PNI diante do avanço nas Américas.

Profissional do SUS aplica uma vacina no braço de uma pessoa
Vacinação em imagem ilustrativa de arquivo, agosto de 2026. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil. Não é registro de vacinação nos Estados Unidos. Origem da imagem.

Os Estados Unidos registravam 4.410 casos confirmados de sarampo em 2026 até 15 de outubro, segundo o balanço do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), atualizado no dia 16. O avanço preocupa autoridades brasileiras pelo risco de entrada de casos importados, tema de reportagem da Agência Brasil publicada nesta quarta-feira (21).

O total americano já supera os 2.289 registros confirmados de todo o ano de 2025. Os dados são preliminares e seguem sujeitos a revisão; não representam uma contagem fechada em 21 de outubro.

Cobertura menor abre espaço para surtos

O CDC informa que a cobertura da vacina tríplice viral entre crianças que ingressam no jardim de infância americano caiu de 95,2% no ano escolar de 2019–2020 para 92,4% em 2025–2026. A agência relaciona a maior circulação do vírus à queda da vacinação e ao aumento de casos no mundo.

A instituição ressalta que bolsões de pessoas sem proteção podem existir mesmo em estados com cobertura elevada. A vacinação reduz fortemente o risco, mas não oferece proteção absoluta: o CDC estima eficácia de 97% para duas doses contra o sarampo.

O alerta no Brasil

À Agência Brasil, o diretor do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, criticou discursos contrários à vacinação e mudanças na política americana. Essa avaliação é atribuída ao dirigente; os números do CDC não isolam, sozinhos, o efeito de cada decisão política.

A reportagem informa 61 casos no Brasil neste ano, a maioria com origem importada, e manutenção da certificação de eliminação da doença. A importação de casos não equivale automaticamente ao retorno da transmissão sustentada. Segundo os especialistas ouvidos pela agência, a resposta depende de vigilância, vacinação e bloqueio rápido dos focos.