
Especialistas independentes nomeados pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU pediram nesta quarta-feira, 21 de outubro, que a Meta examine possíveis restrições desproporcionais à expressão política durante a eleição brasileira. O comunicado cobra explicações e mecanismos de reparação para quem tenha sido afetado.
O documento, consultado em cópia disponibilizada pelo Poder360, não cita Lula ou Flávio Bolsonaro nominalmente. Relata preocupações de observadores com interrupções de contas, diferenças de alcance e limitações em ferramentas das plataformas. Não é uma decisão judicial nem comprovação independente, pelo Poder Central, de interferência eleitoral.
Quem assina e o que pede
Assinam quatro relatores especiais e o Grupo de Trabalho sobre Empresas e Direitos Humanos. Eles atuam a título individual e não são funcionários da ONU; o próprio texto ressalva que suas opiniões não representam necessariamente a posição da organização.
O grupo solicita aplicação consistente das regras e resposta às reclamações ainda durante o período eleitoral. Também pede cautela aos juízes ao considerar restrições ao debate político, com respeito ao devido processo e à possibilidade de contestação.
A resposta da Meta
À Agência Brasil, a empresa negou tratamento preferencial a posições políticas e afirmou que falhas técnicas não representam direcionamento partidário. Disse cumprir a legislação eleitoral e corrigir erros identificados. A resposta é a versão da companhia, não uma auditoria dos sistemas.
O segundo turno presidencial está marcado para domingo, 25 de outubro.



