Política

Especialistas independentes ligados à ONU cobram explicações da Meta sobre eleição

Comunicado pede tratamento igual e reparação rápida para restrições indevidas; empresa nega favorecimento político em suas plataformas.

Placa na entrada da sede da Meta em Menlo Park, Califórnia
Entrada da sede da Meta em Menlo Park, em 12 de maio de 2022. Foto: Nokia621/Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0. Foto de arquivo. Origem da imagem. Licença CC BY-SA 4.0.

Especialistas independentes nomeados pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU pediram nesta quarta-feira, 21 de outubro, que a Meta examine possíveis restrições desproporcionais à expressão política durante a eleição brasileira. O comunicado cobra explicações e mecanismos de reparação para quem tenha sido afetado.

O documento, consultado em cópia disponibilizada pelo Poder360, não cita Lula ou Flávio Bolsonaro nominalmente. Relata preocupações de observadores com interrupções de contas, diferenças de alcance e limitações em ferramentas das plataformas. Não é uma decisão judicial nem comprovação independente, pelo Poder Central, de interferência eleitoral.

Quem assina e o que pede

Assinam quatro relatores especiais e o Grupo de Trabalho sobre Empresas e Direitos Humanos. Eles atuam a título individual e não são funcionários da ONU; o próprio texto ressalva que suas opiniões não representam necessariamente a posição da organização.

O grupo solicita aplicação consistente das regras e resposta às reclamações ainda durante o período eleitoral. Também pede cautela aos juízes ao considerar restrições ao debate político, com respeito ao devido processo e à possibilidade de contestação.

A resposta da Meta

À Agência Brasil, a empresa negou tratamento preferencial a posições políticas e afirmou que falhas técnicas não representam direcionamento partidário. Disse cumprir a legislação eleitoral e corrigir erros identificados. A resposta é a versão da companhia, não uma auditoria dos sistemas.

O segundo turno presidencial está marcado para domingo, 25 de outubro.