
O Ministério Público Eleitoral solicitou ao Tribunal Superior Eleitoral providências para remover obstáculos à participação de indígenas no segundo turno, marcado para 25 de outubro. O pedido de Alexandre Espinosa ao presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, foi divulgado pelo MPF nesta terça-feira, 20.
O ofício reúne relatos sobre falta de transporte entre territórios e seções eleitorais, dificuldades de comunicação com mesários e impedimentos enfrentados por mães acompanhadas de crianças. São problemas comunicados ao Ministério Público, não um levantamento próprio do Poder Central.
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Transporte e línguas maternas
A solicitação menciona comunidades em diferentes regiões. No Pará, eleitores de Apyterewa relataram longo deslocamento de barco e necessidade de combustível, alimentação e conexão terrestre para chegar à votação. O MP pede articulação institucional para corrigir as falhas.
O MPF informa que as regras eleitorais preveem transporte gratuito organizado pela Justiça Eleitoral em articulação com órgãos públicos e permitem o uso das línguas maternas. A cobrança não significa que a logística já esteja assegurada. A Agência Brasil também noticiou nesta terça que indígenas do Vale do Javari ainda enfrentavam indefinição sobre o transporte.


