Política

Fazenda atribui R$ 5 bilhões em apostas a Willer Tomaz; advogado contesta valor

Documento citado por Folha e CNN trata de movimentação em bets em 2025; defesa afirma que os recursos são lícitos e declarados à Receita.

Willer Tomaz de Souza, em retrato de arquivo no Senado em 2017.
Willer Tomaz de Souza em 4 de outubro de 2017. Foto de arquivo: Edilson Rodrigues/Agência Senado, CC BY 2.0; recorte disponível no Wikimedia Commons. Origem · Licença.

Uma nota técnica do Ministério da Fazenda atribui ao advogado Willer Tomaz de Souza movimentação de cerca de R$ 5 bilhões em apostas em 2025. Folha de S.Paulo e CNN Brasil divulgaram nesta terça-feira, 20 de outubro, informações do documento e afirmaram ter acesso ao material. Amigo de Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, o advogado contesta o montante.

Segundo os relatos, a área de apostas da Fazenda identificou Willer como o apostador com maior volume movimentado no país naquele ano. O dado se refere à atividade registrada na plataforma, e não demonstra, sozinho, o valor do patrimônio ou da renda do jogador.

Movimentação não equivale a dinheiro novo

O total pode incorporar recursos reapostados sucessivamente, ganhos e perdas dentro da conta. Por isso, R$ 5 bilhões em movimentação não significam R$ 5 bilhões em depósitos, lucro ou prejuízo. Essa distinção é necessária para compreender o alcance da informação divulgada.

O que diz a defesa

Em manifestação reproduzida pela Folha, a defesa afirma que os recursos são lícitos, compatíveis com a atividade profissional do advogado e declarados à Receita Federal. Também questiona os números atribuídos à conta e critica a divulgação de informações protegidas durante a disputa eleitoral.

A relação pessoal com o candidato ajuda a explicar a repercussão política da reportagem, mas não comprova participação do senador nas apostas. A existência de apurações tampouco equivale a conclusão sobre irregularidade ou condenação.

Esta síntese se baseia nas reportagens que descrevem a nota técnica. O Poder Central não teve acesso direto à íntegra do documento e não realizou apuração própria sobre os registros bancários do advogado.