Economia

Brasil passa a Arábia Saudita e vira segundo fornecedor de petróleo à China

Compras chinesas de óleo brasileiro somaram 44,29 milhões de toneladas de janeiro a setembro; Rússia permanece na primeira posição.

Vista aérea da plataforma de petróleo P-67 e de embarcações de apoio na Bacia de Santos.
Plataforma P-67 na Bacia de Santos, em maio de 2026. Foto de arquivo: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil. Origem da imagem.

O Brasil superou a Arábia Saudita e se tornou o segundo maior fornecedor de petróleo bruto da China no acumulado de janeiro a setembro de 2026. A informação foi publicada nesta terça-feira, 20 de outubro, pela Reuters, em reportagem reproduzida pela CNN Brasil, com base nos dados da alfândega chinesa.

No período, a China importou 44,29 milhões de toneladas de petróleo brasileiro, diante de 43,12 milhões de toneladas provenientes da Arábia Saudita. A Rússia permaneceu como principal fornecedora.

Resultado de setembro

Somente em setembro, as compras chinesas de petróleo do Brasil chegaram a 5,15 milhões de toneladas, equivalentes a aproximadamente 1,25 milhão de barris por dia. O volume mensal cresceu 18% em relação ao mesmo mês de 2025, segundo a reportagem.

A posição no ranking diz respeito ao mercado chinês e ao período de nove meses analisado. Não significa que o Brasil seja o segundo maior exportador de petróleo do mundo ou que tenha liderado todos os meses do ano.

O que os números medem

Os dados tratam do volume importado pela China por país de origem. Não correspondem à receita de exportação brasileira nem à parcela de produção que pertence à União nos contratos de partilha.

O balanço é uma fotografia do comércio até setembro; os resultados dos meses seguintes ainda poderão alterar a classificação anual.