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Rússia sinaliza novas negociações com Ucrânia e EUA em novembro

Kremlin fala em concordância preliminar; Zelensky apoia retomada rápida, mas não há acordo de paz nem data final confirmada.

Volodymyr Zelensky em retrato oficial de terno escuro e gravata.
Volodymyr Zelensky em retrato oficial de 2019, com recorte disponibilizado no Commons. Foto de arquivo: Presidência da Ucrânia/Wikimedia Commons, CC BY 4.0. Origem da imagem. Licença de uso.

A Rússia sinalizou na quarta-feira, 21 de outubro, disposição para retomar negociações com a Ucrânia e os Estados Unidos em novembro. O anúncio foi feito após o encontro de Vladimir Putin com o enviado americano Steve Witkoff em São Petersburgo.

Segundo a Associated Press, o assessor do Kremlin Yuri Ushakov disse que Putin concordou em princípio com a retomada depois de 10 de novembro. A concordância preliminar não equivale a um acordo de paz, e o calendário definitivo não estava confirmado nas fontes consultadas.

Posição ucraniana e participação europeia

Volodymyr Zelensky manifestou apoio a uma retomada rápida das conversas, conforme AP e Reuters. A posição anunciada por Moscou foi conferida nessas reportagens; não se trata de confirmação de que todas as condições de uma nova rodada já estejam acertadas.

A preparação diplomática passou por Oslo em 20 de outubro. Comunicados dos governos da Noruega e da Ucrânia confirmam encontros entre Zelensky, Jonas Gahr Støre, Alexander Stubb e representantes americanos, com participação de assessores europeus.

Segurança, território e reconstrução

O comunicado norueguês, divulgado em 21 de outubro, informa que as conversas abordaram segurança da Ucrânia, questões territoriais e perspectivas econômicas para o período posterior à guerra. Jared Kushner participou por vídeo.

A Presidência ucraniana também relata discussões sobre defesa aérea, sanções e reconstrução. Os comunicados registram consultas e propostas: não anunciam cessar-fogo assinado ou solução territorial aceita pelos dois países.