
O governo da Espanha condenou na quarta-feira, 21 de outubro, os ataques de Javier Milei ao primeiro-ministro Pedro Sánchez durante uma visita do presidente argentino a Madri. A chancelaria espanhola afirmou que o país não aceita interferência externa nem ofensas às suas instituições.
Milei chamou Sánchez de ditador e pediu a saída dos socialistas do poder durante um fórum econômico, segundo relatos da AFP e da CNN Brasil. São ataques políticos do presidente argentino, não uma descrição factual adotada pelo Poder Central sobre o sistema político espanhol.
Reação do governo espanhol
Em comunicado reproduzido pela agência Lusa e pela CNN, o Ministério das Relações Exteriores classificou as declarações como insultos e afirmou que elas alimentam polarização e violência. O texto direto da chancelaria não pôde ser acessado nesta apuração; a posição foi conferida nas reportagens.
A AFP informou que Milei também manifestou apoio à oposição espanhola de direita durante a viagem. A visita ocorre antes da eleição antecipada prevista para 29 de novembro, conforme a cobertura consultada.
Controvérsias distintas
A reação de Madri é separada da resposta do Itamaraty a comentários de Milei sobre a eleição brasileira, noticiada anteriormente. Os dois governos apresentaram suas próprias manifestações diplomáticas; uma não substitui nem comprova os argumentos da outra.



