
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse na quarta-feira, 21 de outubro, que bancos e outros credores poderão apresentar até R$ 90 bilhões em dívidas antigas para uma primeira etapa do Desenrola 3.0. Ele anunciou para quinta-feira, 22, um chamamento às instituições interessadas em vender carteiras de crédito.
O valor é uma expectativa para os débitos ofertados, não dinheiro já gasto. Com o desconto mínimo de 90%, comprar todo esse montante custaria até R$ 9 bilhões à União, segundo a explicação do governo reproduzida pela Agência Brasil.
Primeiro entram os credores
As instituições deverão informar seus volumes em cinco dias úteis. Essa fase serve para dimensionar a oferta e preparar o leilão; não convoca consumidores a procurar bancos nem comprova que a compra das carteiras foi concluída.
O governo pretende priorizar menor renda e microempreendedores individuais. Volume adquirido, condições de renegociação e cronograma dependem das etapas seguintes. O anúncio de publicação do edital não foi tratado nesta edição como confirmação de que o documento já saiu.
Programa existe, operação ainda exige etapas
A Medida Provisória 1.393, de 25 de setembro, criou a modalidade Desenrola Brasil 3.0. A nova declaração trata da preparação da compra de dívidas. Ela não significa perdão automático de todos os débitos, nem deve ser confundida com a anistia tributária específica dos MEIs.



