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MPF pede cotas raciais em seleção do ensino marítimo da Marinha

Ação quer reserva de 30% das vagas e revisão de edital; Marinha contesta enquadramento dos cursos, segundo o Ministério Público.

Participantes de atividade da Marinha reunidos à margem de um rio junto a uma embarcação
Atividade de ensino marítimo em imagem ilustrativa de arquivo. Foto: Marinha do Brasil, CC BY-ND 3.0, via MPF. Não identifica candidatos da ação judicial; arquivo reproduzido sem edição. Origem da imagem.

O Ministério Público Federal informou nesta quarta-feira, 21 de outubro, que ajuizou ação para reservar 30% das vagas a candidatos pretos e pardos no Ensino Profissional Marítimo da Marinha. O pedido abrange centros de instrução em Belém e no Rio de Janeiro.

A instituição solicita a correção do edital de formação de oficiais da Marinha Mercante para 2027, com 368 vagas: 164 em Belém e 204 no Rio. Também pede critérios de classificação compatíveis com a reserva e comissões de heteroidentificação.

Seleção já está em andamento

As inscrições terminaram em 2 de junho e a prova escrita ocorreu em 25 de julho, segundo o MPF. Ainda há etapas de avaliação e documentação; a matrícula final está prevista para janeiro de 2027. O anúncio da ação não reabre automaticamente inscrições.

As posições das partes

Conforme a manifestação reproduzida pelo MPF, a Marinha argumenta que forma profissionais para a iniciativa privada, sem selecionar servidores públicos, e que os centros não são vinculados ao Ministério da Educação. Os procuradores sustentam que são instituições públicas militares de ensino superior e defendem a aplicação de ações afirmativas.

Trata-se de um pedido judicial, não de reserva de vagas já determinada. Esta reportagem usa o comunicado institucional; os autos e os editais não foram integralmente consultados.