
O Observatório Lupa classificou como falsas 87,3% de 764 alegações sobre saúde reunidas em 498 checagens entre 2017 e junho de 2026. Os resultados constam do relatório Raio-X da Desinformação em Saúde, apresentado pela entidade na segunda-feira, 19, e noticiado pela Agência Brasil nesta terça, 20.
O estudo recebeu apoio da Afya e identifica estratégias recorrentes, como promessas de cura, exploração do medo e atribuição de falas a supostas autoridades médicas. A pesquisa também registra uso de vídeos manipulados por inteligência artificial.
O alcance da amostra
A proporção não permite concluir que 87,3% de tudo o que circula sobre saúde seja falso. O conjunto foi formado por alegações selecionadas para verificação, e não por uma amostra aleatória da internet.
O WhatsApp apareceu em 70,5% das checagens. A Agência Brasil ressalta que a Lupa recebe pedidos pelo aplicativo, o que pode favorecer sua presença nos registros; isso não comprova a origem das falsidades nem sua distribuição em todas as plataformas.



