Economia

Febraban estima alta de 0,3% no crédito em setembro e desaceleração anual

Pesquisa antecipa expansão de 8,3% em 12 meses e queda de 3,2% nas novas concessões; dados oficiais do BC estão previstos para 29 de outubro.

Vista aérea da torre do Banco Central do Brasil no Setor Bancário Sul, em Brasília.
Banco Central, em Brasília, em 12 de janeiro de 2026. Foto de arquivo: Pedro França/Agência Senado, via Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0. A pesquisa citada na matéria é da Febraban; o BC ainda divulgará seus dados. Origem.

A Febraban estima que o saldo de crédito tenha crescido 0,3% em setembro, com a expansão acumulada em 12 meses recuando de 9,2% para 8,3%. O levantamento da Federação Brasileira de Bancos foi divulgado nesta quinta-feira (22), segundo o Poder360.

O relatório projeta ainda queda de 3,2% nas concessões em relação a agosto. São duas medidas diferentes: o saldo acompanha o estoque das operações, enquanto as concessões registram os novos empréstimos e financiamentos.

Os números são estimativas da Febraban, não estatísticas oficiais já divulgadas pelo Banco Central. O documento informa que a publicação dos dados do BC está prevista para 29 de outubro.

Como a pesquisa é feita

A entidade reúne informações de instituições financeiras e aplica ajustes econométricos. Conforme a carteira analisada, a amostra representa entre 50% e 88% do saldo do Sistema Financeiro Nacional.

O Poder360 relata que a entidade associa a desaceleração aos efeitos dos juros elevados. A avaliação também aponta preocupação com o crédito das famílias, diante do uso do rotativo em lugar de linhas tradicionais.

O que a variação significa

A projeção de alta menor não significa redução do estoque total de crédito: a pesquisa ainda indica crescimento. Já a queda nas concessões compara o volume de novas operações de setembro com o de agosto.

A passagem de 9,2% para 8,3% equivale a uma diferença de 0,9 ponto percentual. Esse cálculo não representa uma queda de 0,9% no saldo de empréstimos.

Os resultados definitivos e eventuais diferenças em relação à estimativa dependem da divulgação do Banco Central. O Poder Central consultou a apresentação da pesquisa, além da cobertura do Poder360.

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