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Anvisa manda apreender NAC falsificado e interdita lote de Fauldleuco

Resoluções publicadas nesta quinta atingem lotes específicos; fabricante do injetável atribui partículas a cristais do princípio ativo.

Cartelas com comprimidos e cápsulas; fotografia ilustrativa de medicamentos, sem relação com os lotes interditados.
Cartelas de medicamentos em foto de arquivo de 10 de outubro de 2016. Imagem de contexto: não mostra NAC ou Fauldleuco, nem os lotes atingidos pelas decisões. Foto: Pixabay/Pexels, via Wikimedia Commons, CC0. Origem e licença.

A Anvisa determinou a apreensão de um lote falsificado do suplemento NAC, identificado como Lauton, e a interdição cautelar de um lote do injetável Fauldleuco, da Libbs. As duas decisões foram publicadas no Diário Oficial da União nesta quinta-feira, 22 de outubro.

No caso do NAC, a medida alcança o lote 11-2025, com validade em novembro de 2026. A agência informa que o produto falsificado era vendido pela Shopee e que seu fabricante é desconhecido.

A identificação como Lauton é a marca apresentada pelo produto falsificado. A resolução não atribui sua fabricação à empresa original nem estabelece uma proibição geral de todos os produtos da marca.

Lotes e medidas

A Resolução-RE 4.147, assinada em 20 de outubro, prevê apreensão, interdição cautelar e proibição de venda, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso do lote de NAC mencionado.

Já a Resolução-RE 4.150, de 21 de outubro, trata do Fauldleuco 10 mg/mL, solução injetável em frasco de 30 mL, lote 25D0808. A medida tem duração de 90 dias a partir da publicação.

A interdição do Fauldleuco é preventiva e se restringe ao lote indicado. O motivo registrado pela Anvisa é suspeita de desvio de qualidade por material particulado; o ato não apresenta uma conclusão definitiva da investigação.

O que diz a fabricante

Em nota enviada ao Poder360, a Libbs disse cumprir a determinação e afirmou que sua investigação identificou cristais de folinato de cálcio, o próprio princípio ativo. Segundo a farmacêutica, variações de temperatura no armazenamento podem favorecer o fenômeno.

A explicação é da empresa, não uma conclusão anunciada pela Anvisa no documento consultado. O Poder Central conferiu as duas resoluções; a manifestação da fabricante foi obtida pela reportagem do Poder360.

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