Economia

Eneva conclui venda da térmica Itaqui e recebe R$ 365,3 milhões em permuta

Diamante assume usina no Maranhão; Eneva obtém os 50% restantes da transportadora do Pecém e encerra geração própria a carvão.

Vista aérea das instalações da Usina Termelétrica Porto do Itaqui em São Luís
Usina Termelétrica Porto do Itaqui, em São Luís (MA), em imagem de arquivo. Foto: Eneva/Divulgação, via CNN Brasil. A foto não registra a assinatura ou a conclusão da venda. Origem da imagem.

A Eneva informou na quarta-feira, 21 de outubro, que concluiu a transferência da Usina Termelétrica Porto do Itaqui, em São Luís (MA), para a Diamante Energia. A operação encerra uma negociação contratada em setembro.

Em troca das ações da Itaqui, a companhia recebeu os 50% restantes da Porto do Pecém Transportadora de Minérios, passando a deter todo o capital da empresa, além de R$ 365,3 milhões em dinheiro, já com ajustes contratuais.

Parcela adicional é condicionada

O fato relevante prevê outro pagamento de até R$ 467 milhões, sujeito a correção e à eventual antecipação do início do fornecimento de potência de um contrato do leilão de reserva de capacidade de 2026. Essa parcela é contingente e não deve ser somada como dinheiro já recebido.

Segundo a Eneva, a conclusão marca sua saída da geração a carvão mineral, após a venda da térmica Pecém II em agosto. A empresa apresenta a consolidação no Ceará como parte da estratégia de infraestrutura de gás e geração de energia.

Venda não é fechamento

A mudança de proprietário não equivale ao encerramento da usina nem elimina sua atividade a carvão. Trata-se de uma reorganização de ativos entre empresas; a instalação continua sob responsabilidade da compradora.