Tecnologia

MP-SP registra procedimento sobre exposição de dados do Smart Sampa

Notícia de Fato analisará se cabe inquérito civil; prefeitura atribui vazamento a servidor e nega fragilidade da plataforma.

Pessoa segura um smartphone, em imagem ilustrativa de arquivo.
Uso de smartphone, em imagem ilustrativa de arquivo de 2016. Foto: Dennis Cortés/Wikimedia Commons, CC0. Origem. Licença.

O Ministério Público de São Paulo registrou uma Notícia de Fato sobre a exposição de informações do Smart Sampa, sistema municipal de videomonitoramento. A Folha de S.Paulo informou nesta terça-feira, 20 de outubro, que o procedimento foi distribuído à Promotoria do Patrimônio Público e Social.

Segundo a nota do Ministério Público reproduzida pelo jornal, o promotor responsável ainda decidirá se deve abrir inquérito civil. O registro preliminar não representa conclusão sobre responsabilidades.

Reportagem e resposta da prefeitura

A revelação do acesso indevido é do UOL. O veículo relata ter usado dados expostos para visualizar imagens de câmeras e diz que o material permaneceu acessível por cerca de 11 meses. A Folha cita essa mesma reportagem; não se trata de uma segunda verificação técnica independente.

Ricardo Nunes afirmou que a gestão já monitorava o problema e atribuiu a exposição a um guarda municipal. O prefeito negou uso indevido e sustentou a segurança do sistema. O UOL contesta essa versão com seu teste de acesso. O Poder Central não testou a plataforma nem teve acesso aos dados expostos.