Política

Lula rejeita risco fiscal de benefícios e critica autonomia do Banco Central

Na sabatina do SBT, presidente defendeu medidas sociais e maior participação do governo no debate sobre juros; declarações não comprovam o resultado das contas públicas.

Lula fala ao microfone, acompanhado de aliados, em Brasília, em 6 de outubro de 2026
Lula fala à imprensa em Brasília, em 6 de outubro de 2026. Foto de arquivo: Ricardo Stuckert/Lula Oficial — CC BY-SA 4.0. Não é registro da entrevista de 19 de outubro. Origem da imagem. Licença.

Lula defendeu nesta segunda-feira, 19 de outubro, os benefícios sociais anunciados pelo governo e rejeitou a avaliação de que eles deixariam uma crise fiscal para o próximo mandato. Na sabatina do SBT, o presidente também criticou a autonomia do Banco Central, segundo relatos do Poder360 e da Itatiaia.

Ao responder sobre o custo das medidas, Lula argumentou que não deveria interromper iniciativas voltadas à população por causa do calendário eleitoral. Entre os exemplos discutidos estavam o aumento do Bolsa Família e o alívio de dívidas de microempreendedores.

Benefícios e contas públicas

O presidente apresentou as ações como compatíveis com a condução do orçamento e rejeitou a ideia de uma conta que ficaria para o sucessor. Essa é a avaliação política do entrevistado: a declaração, isoladamente, não demonstra qual será o resultado fiscal nem elimina a necessidade de acompanhar despesas, receitas e execução das medidas.

Debate sobre juros

Na mesma entrevista, Lula questionou a autonomia do Banco Central e defendeu que o presidente da República participe da discussão sobre a política econômica. A fala expressa sua posição sobre a relação entre governo e autoridade monetária; não representa uma mudança legal já aprovada.

A sabatina ocorreu na reta final do segundo turno, após o confronto entre Lula e Flávio Bolsonaro no debate da Band. A fotografia é de arquivo, de 6 de outubro, e não foi feita na entrevista do SBT.