
A equipe de Flávio Bolsonaro (PL) quer ampliar para dois anos o período de transição do Bolsa Família para famílias que aumentarem a renda ao obter emprego formal ou abrir um negócio. A proposta foi apresentada por Daniella Marques, coordenadora do plano de governo, em entrevista à CBN da Bahia nesta segunda-feira, 19, segundo a Folha de S.Paulo.
A intenção ainda é uma promessa de campanha. Ela não muda os pagamentos atuais nem significa que todas as famílias seriam desligadas do programa ao completar dois anos.
Negativa do candidato
Em vídeo publicado nesta segunda-feira, 19, Flávio negou que pretenda encerrar o Bolsa Família após dois anos. Segundo o relato do Poder360, ele defendeu incentivos para emprego e abertura de negócios e prometeu retorno ao programa se a nova fonte de renda não se mantiver. São compromissos de campanha, não alterações já vigentes nas regras do benefício.
O mecanismo já existe
O Ministério do Desenvolvimento Social informa que a Regra de Proteção mantém 50% do benefício por até 18 meses quando a renda por pessoa supera R$ 218, sem ultrapassar R$ 706. Famílias que ingressaram nessa regra até junho de 2025 conservaram os parâmetros anteriores, de até 24 meses.
Marques também falou em retorno automático caso a tentativa de obter renda não prospere. Hoje, o Retorno Garantido exige atualização do cadastro e atuação da gestão municipal; não é simplesmente um depósito retomado sem procedimento.
Detalhamento pendente
A aplicação de eventual mudança dependerá das regras efetivamente propostas. O anúncio não permite concluir que haverá benefício integral por dois anos nem dispensa os critérios de renda. A comparação com a política atual deve considerar tanto prazo quanto valor e condições de retorno.
Atualização de 19 de outubro: incluída a negativa divulgada em vídeo pelo candidato e preservada a comparação com as regras atuais.


