Política

CCJ da Alerj aprova projeto que propõe classificar PCC e CV como terroristas

Texto ainda precisa passar pelo plenário e pela análise do governador; parecer da comissão não coloca classificação em vigor.

Vista noturna do Palácio Tiradentes e de sua cúpula no centro do Rio de Janeiro
Palácio Tiradentes, sede histórica da Alerj, em 22 de outubro de 2009. Foto de arquivo: Rodrigo Soldon/Wikimedia Commons, CC BY 2.0. Não é registro da reunião da CCJ de 2026. Origem da imagem. Licença. Redimensionamento e recorte para exibição.

A Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou na quarta-feira, 21 de outubro, um projeto que propõe declarar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho organizações terroristas no estado.

O aval da comissão é uma etapa da tramitação. O texto seguirá para o plenário da Alerj e, se aprovado pelos deputados, dependerá de sanção ou veto do governador. A classificação proposta não entrou em vigor com a votação na CCJ.

O que prevê o projeto

O PL 7.774/2026 permite que órgãos de segurança estabeleçam protocolos de combate às facções em articulação com entes nacionais e estrangeiros que também as classifiquem como terroristas, segundo o comunicado da Assembleia.

Os autores são Anderson Moraes, Alexandre Knoploch, Filippe Poubel e Renan Jordy, todos do PL. O relator, Rodrigo Amorim, presidente da CCJ, defendeu a constitucionalidade da iniciativa e sua vinculação à segurança pública estadual.

Argumento dos defensores e próximos passos

Knoploch afirmou que a proposta não pretende alterar a legislação federal nem as atribuições do Congresso. Essa é a justificativa apresentada pelo parlamentar, não uma decisão judicial sobre a validade do projeto.

O Poder Central consultou o comunicado oficial da Alerj e a reportagem da CNN sobre a votação. Não foi localizada, nas fontes consultadas até o fechamento, confirmação de aprovação posterior em plenário ou de sanção.