Brasil

Lupa classifica como falsas 87,3% das alegações de saúde que analisou

Relatório reúne 764 alegações de 498 checagens; resultado descreve a amostra examinada, não toda a informação de saúde na internet.

Pessoa segura um smartphone, em imagem ilustrativa de arquivo.
Uso de smartphone, em imagem ilustrativa de arquivo de 2016. Foto: Dennis Cortés/Wikimedia Commons, CC0. Origem. Licença.

O Observatório Lupa classificou como falsas 87,3% de 764 alegações sobre saúde reunidas em 498 checagens entre 2017 e junho de 2026. Os resultados constam do relatório Raio-X da Desinformação em Saúde, apresentado pela entidade na segunda-feira, 19, e noticiado pela Agência Brasil nesta terça, 20.

O estudo recebeu apoio da Afya e identifica estratégias recorrentes, como promessas de cura, exploração do medo e atribuição de falas a supostas autoridades médicas. A pesquisa também registra uso de vídeos manipulados por inteligência artificial.

O alcance da amostra

A proporção não permite concluir que 87,3% de tudo o que circula sobre saúde seja falso. O conjunto foi formado por alegações selecionadas para verificação, e não por uma amostra aleatória da internet.

O WhatsApp apareceu em 70,5% das checagens. A Agência Brasil ressalta que a Lupa recebe pedidos pelo aplicativo, o que pode favorecer sua presença nos registros; isso não comprova a origem das falsidades nem sua distribuição em todas as plataformas.