
O Tribunal de Contas da União determinou nesta quarta-feira, 21 de outubro, que o governo federal conclua a análise sobre o futuro de Angra 3. A decisão não manda retomar a construção: exige uma escolha entre continuar o projeto e organizar seu abandono.
O Acórdão 2.908/2026, consultado em cópia disponibilizada pelo Poder360, estabelece etapas sucessivas. O Ministério de Minas e Energia terá até 120 dias para disponibilizar estudos e documentos, atualizando-os quando necessário. A partir dessa entrega, o Conselho Nacional de Política Energética terá outros 120 dias para deliberar.
Indefinição tem custo
Segundo o tribunal, a demora contribuiu para despesas de R$ 2,5 bilhões entre 2024 e meados de 2026 com manutenção da estrutura paralisada e dívidas da obra. Suspender temporariamente pagamentos, ressalta a decisão, alivia o caixa, mas não resolve os compromissos.
A deliberação foi unânime, sob relatoria de Benjamin Zymler. Os prazos dizem respeito à documentação e à decisão de política energética; não são uma previsão de conclusão ou de entrada em operação da usina.



